terça-feira, 26 de julho de 2011

Meus Ursos de Pelúcia

Famílias dedicam seus dias de folga a seres especiais,a seres que tornam-se os mais meigos e afetuosos,somente pelas suas existências. Quantas vezes já sonhei com eles,em poder dar-lhes mais um abraço,como aquele da infância.Abraços apertados,como o de uma criança em seu melhor amigo,em seu urso.


Lembro o quanto reclamava no caminho,mas também lembro,a velocidade em que corria para os seus braços quando de longe os avistava.Lembro dos olhos mais puros,sinceros,afetuosos e de proteção que já conheci.


Seres abençoados são esses,que serviram de raízes para a minha família,o começo,o que a sustentava e a deixava firme perante o chão,perante o mundo. Hoje sinto falta e ao mesmo tempo,sinto angústia por não termos sido capazes de aplicar todos os seus ensinamentos,deixamos com que escorregassem pelas mãos,e o resultado foi o afastamento.


No momento,restam sobrenomes,palavras incapazes de descrever o mérito e a glória de vocês.Palavras incapazes de transmitir todo o afeto que recebemos,simplesmente por termos nascido.


Aos meus modelos de vida,aos meus melhores e sinceros companheiros,aqueles que imagino me protegendo nesse momento o meu mais sincero obrigado. Vocês,avós,os quais já se foram,deixaram muita saudade e um orgulho inexplicável de tê-los na minha história. Amo-os,sempre,meus eternos ursos de pelúcia,portadores do melhor abraço que já recebi.


Amo,amo e amo. Que onde estiverem,possam guiar-me pelo melhor caminho. Parabéns pelo seu dia,MEUS QUERIDOS E AMADOS...AVÓS.

Repentina Inspiração

Encontro noites em que o céu nebuloso e turbulento,que dissemina e fragiliza a alma, viabiliza e libera a sincera natureza dos meus pensamentos.


Em dias de tempestade,de árvores mexendo conforme a força intensa do vento,de modo a tapar os últimos resíduos de luz branca nascente,juntamente com a intersecção das nuvens,vejo a pequenez das circunstâncias,dos desafetos e da vida em comum.


Ao estabelecer-me no quarto,procuro o eixo das minhas emoções,e na maioria das vezes,só encontro folhas secas e canetas velhas.Nesse momento,enrijeço os dedos e mancho minhas folhas amarelas,repletas agora,de sonhos,devaneios e pensamentos.


A expressão da arte é a própria descaracterização de sua obra. As intenções,ficam guardadas no momento da criação.E a beleza que é enfim desvendada,surge apenas,após a vida de ensinamentos, paixões e ilusões...por isso,sou tudo aquilo que sinto,que vivi,que aprendi e planejo.