
Às vezes penso que seria uma árvore.
Relembro das brincadeiras de dizer o que gostaríamos de ser, se não fossemos humanos, em outra vida. Pois bem, eu escolheria ÁRVORE.
Pois, acredito que elas retratam-me melhor, através de sua aparência múltipla em um só momento,decifra, traduz em imagens todas as inconstantes inquietações presentes em mim.
Por exemplo, os galhos secos: traduzem a passagem e a vivência de momentos tristes e melancólicos.
E as cascas caindo? As trocas de capítulos da vida. Junto com a casca seca, vem a folha seca. Aquela que foi persistente, brilhou, mas que seu dia chegou e morreu. São as perdas da vida, também.
Os riscos nos troncos? Feitos por humanos. Seriam as marcas que hoje repletam a minha história com emoção, sejam boas ou ruins e que ainda, algumas, pairam no meu coração.
As folhas verdes, novas, são, no meu caso, a esperança no futuro melhor, da vibração e bravura em escolher a felicidade e buscá-la para ser eterna.
As flores? A beleza dos acertos.
A sombra? A oportunidade de ajudar, de acolher, de causar bem-estar, a dádiva de ser compassivo e generoso.
As raízes? A minha família e amigos. Aqueles que me apoiam e ajudam-me a dar norte para a vida, assim como a raiz sustenta a árvore, muitas vezes submersa, para que a outra parte possa brilhar. E que mesmo com tribulações causadas pelas tempestades da vida, mantêm-a firme para sorrir.
As ramificações do tronco? As incessantes tentativas de ir além, de dar voo aos sonhos, de chegar ao ápice do céu, de possuir a felicidade plena me arriscando, me aventurando e crescendo cada centímetro em busca do êxito, sem desistir.
E por fim, os frutos, o que eles representariam? Talvez os filhos e todo o amor que eles representam, juntamente com a beleza e o sabor maravilhoso desse amor. Porém, para quem não terá filhos, são as mensagens, os ensinamentos, lembranças boas que conseguimos plantar nas pessoas, através da semente que nelas há. Lembranças que na esperança viverão e viajarão pela imensidão do futuro.